domingo, 8 de agosto de 2010

E a Imobiliária Rio Preto, negócios rápidos e simples.

Reproduzo na integra a reportagem de hoje do Diário da Região:

"Vereadores desconhecem destino de áreas incluídas"

Vereadores de Rio Preto, autores de projetos de leis para inclusão de áreas no perímetro urbano da cidade, desconhecem o destino das grandes propriedades rurais que deixaram para trás as características agrícolas e passaram a compor o núcleo urbano do município. Alguns parlamentares sequer se lembram dos nomes dos proprietários das áreas que os procuraram para a elaboração dos projetos de leis.

Desde o início da legislatura, em janeiro de 2009, os vereadores apresentaram 10 projetos de leis para a inclusão de áreas, que juntas somam 1,1 milhão de metros quadrados, extensão equivalente a 142 campos de futebol do “Teixeirão”, estádio sede do América Futebol Clube, de Rio Preto. Na justificativa dos projetos, os vereadores alegam que as áreas incluídas no perímetro urbano servirão para ampliar a demanda habitacional da cidade. No entanto, os autores não souberam informar se o objetivo foi atendido.

Carlão dos Santos (PTB) apresentou um projeto de lei que incluiu uma área de 121 mil metros quadrados, que corresponde a 14 campos de futebol. Indagado sobre a execução do projeto habitacional para o local, o vereador não soube informar o que ocorreu com a área. “Não sei te falar se já começou alguma coisa (obra) no local”, disse. Ele também não soube informar o nome do proprietário da área. “Eu preciso ver nos documentos”, afirmou.

O descaso com o futuro das propriedades incluídas no perímetro urbano do município tem como precedente o caso dos loteamentos Auferville, que culminou com a condenação de engenheiros da Prefeitura de Rio Preto que atestaram a presença de obras de infraestrutura no terreno, sem a existência delas. O projeto também passou pela Câmara, mas não teve o acompanhamento de vereadores.

Nilson Silva (PSDB), também autor de projetos para a inclusão de áreas, afirmou que nem conhece o proprietário de um dos trechos, originalmente rural, que passou a integrar o mapa da cidade. “Um engenheiro contratado pelo proprietário me procurou para pedir a inclusão. Ele me mostrou o projeto (de construção de casas) e, então, apresentei a proposta na Câmara. O tucano disse que acompanha a implantação dos loteamentos feitos nas áreas incluídas. “Fico acompanhando”, disse, sem fornecer detalhes dos empreendimentos.

Com um projeto de sua autoria, aprovado há 20 dias na Câmara de Rio Preto, o vereador Manoel Conceição já perdeu o contato com o proprietário da área, mas garante que vai acompanhar a implantação do projeto habitacional no local. “Não me lembro do nome dele (proprietário da área)”, disse. “Mas ele me procurou no gabinete para pedir a inclusão da propriedade rural no perímetro urbano”, concluiu o parlamentar do PPS.

Líder

O presidente da Câmara, Jorge Menezes (DEM), apresentou três projetos de leis na atual legislatura para a inclusão de áreas no perímetro urbano. Juntas, as propostas somam uma extensão de mais de 60 campos de futebol e superaram os números dos outros vereadores.

Uma única área tem extensão de 484 mil metros quadrados. Menezes garante que no local foi implantado um loteamento, no entanto, não soube explicar sobre a execução do empreendimento. O nome do loteador também já caiu no esquecimento. “Preciso ver no meu gabinete para não falar coisa errada”, disse.

Também autores de propostas para a inclusão de áreas rurais no perímetro urbano do município, os vereadores Oscarzinho Pimentel (PPS) e Walter Farath (PR) e o suplente Gerson Furquim (PP) não foram localizados para comentar seus projetos.


Comentário: Não é de hoje que a atuação da Imobiliária Rio Preto, nos deixa
perplexos e desconfiados, de qual seria o seu real objetivo ?

Mais de 1 milhão de m2 adicionados em nosso perímetro urbano, que até mesmo nossos "ilustres vereadores" desconhecem a sua localização, sua necessidade e ainda por cima a quem pertencem. 

Tudo feito de uma maneira bem simplória que nos leva a desconfiar que, estes aumentos não passam de um grande negócio para quem tem suas áreas valorizadas e para quem as aprova. 

Pois o funcionamento da coisa é bem automático, solicitou, é feito o projeto e em uma seção da Câmara é aprovado.
(omitimos alguns passos neste tramite por motivos óbvios)

Realmente está legislatura só nos faz acreditar cada dia mais na tal da:

Vereança Lambança 

Nenhum comentário:

Postar um comentário