domingo, 21 de novembro de 2010

Águia a serviço da vida

Uma verdadeira operação em prol da vida, na qual cada minuto era crucial, foi montada e executada com perfeição na última sexta-feira para salvar a vida do aposentado Orivaldo Tartaglia, 52 anos, de Catanduva. O transplante duplo de órgãos - o primeiro do ano e apenas o oitavo feito pelo Hospital de Base de Rio Preto desde 1998 - só ocorreu devido ao apoio fundamental do helicóptero Águia da Polícia Militar. Tartaglia estava há cinco anos na fila à espera de um fígado, já que o seu estava comprometido pela cirrose hepática e hepatite C. As doenças acabaram também por afetar o rim do aposentado, que necessitava urgentemente do transplante dos dois órgãos.

A mobilização para salvar o catanduvense teve início na quinta-feira dia 18, às 19 horas, quando a Secretaria do Estado da Saúde comunicou o HB sobre um doador em potencial em Franca. A partir de então começou a corrida contra o relógio e a favor da vida, já que os órgãos têm tempo máximo para serem aproveitados - 12 horas no caso do fígado e 24 horas para o rim. A logística que envolve um transplante é sempre de alta complexidade: ao mesmo tempo em que o paciente era localizado em Catanduva, a equipe do Hospital de Base se dirigia para Franca. Já na manhã do dia 19, após os médicos terem feito a captação do rim e do fígado, o helicóptero Águia foi acionado e voou até Barretos, ponto de encontro entre as equipes. Às 19 horas de sexta-feira, exatamente 24 horas após a comunicação da existência de um doador em Franca, Tartaglia deixava a mesa de cirurgia no HB de Rio Preto com os órgãos transplantados.

O médico Paulo César Arroyo destacou que, com a intervenção do helicóptero, a equipe ganhou mais duas horas para fazer o transplante, o que faz toda a diferença para garantir a integridade dos órgãos. Foram 24 horas que mudaram a vida de Tartaglia após cinco anos de sofrimento, graças ao trabalho de excelência do HB e da prontidão da PM. É bom lembrar que não foram poucas as críticas em relação à aquisição do helicóptero, que chegou a Rio Preto em agosto deste ano. Principalmente devido ao alto custo de manutenção e operação do aparelho - cerca de R$ 42 mil para 35 horas de voo por mês, quase 20 vezes o salário inicial de um PM. Mas depois do papel determinante do Águia no duplo transplante, não é exagero algum dizer que o helicóptero já compensou todo o investimento passado e futuro. Salvar uma vida não tem preço. 
  
 
Comentário:   Não sei de onde vieram as críticas, mas muito provável deve ser ter sido daquela turminha que morre de inveja da administração do PSDB em São Paulo,

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