quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Justiça que cheira mal 2.

Uma conhecida está tentando provar que está viva a quase dez dias.

Ela médica, trabalhadora, com residência fixa, com cadastro regular no CPF, teve no final do ano passado o seu CPF, incluído indevidamente num atestado de óbito de uma pessoa que ela nem imagina quem seja.

Quando foi trocar de carro, ela simplesmente não pode transferir o seu carro, pois ela estava morta, perante o Detran e INSS e o seu carro bloqueado para transferências. Depois de tentar entender o que havia acontecido, localizou em um cartório de Rio Preto a Certidão de Óbito emitida com seu CPF, o cartório alega que emitiu a certidão, em função de documento apresentado pela Funerária, pasmem, matam uma  pessoa, emitem um Óbito e em nenhum momento foi solicitado a apresentação de documentos ofíciais,  e também as informações não foram checadas pelo cartório na emissão do documento. Checar um CPF é só entrar no site da receita.

Para regularizar a situação ela aguarda desde a semana passada a ordem judicial para provar que está VIVA. 

Está sem carro, pois o novo não pode ser faturado, e ainda teve que contratar um advogado para fazer o serviço.
Agora se fosse um bandido que tivesse matado alguém, o Habeas Corpus seria emitido em menos de 24 horas. Como ocorreu a pouco no caso Edmundo.

Só me resta concluir que a nossa JUSTIÇA CHEIRA MUITO MAL.

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