terça-feira, 15 de janeiro de 2013

E quem acreditou no Presidente da Câmera, que ele tinha boas intenções ?


DEBANDADA - Pauléra chamou reunião para tentar dialogar com movimento, sem sucesso.
- Grupo abandona reunião após reivindicação a Pauléra.
- Movimento diz que não existe clima para diálogo com os vereadores.

Fracassou a primeira tentativa de aproximação do presidente da Câmara de Rio Preto, Paulo Pauléra (PP), com integrantes do movimento #vergonhariopreto. O grupo abandonou reunião com Pauléra e outros dez parlamentares ontem no terceiro andar do prédio do Legislativo após entregar uma lista de reivindicações.

Em documento entrega aos vereadores o movimento afirmou que, “nesse momento, não há possibilidade de estabelecer qualquer diálogo com essa Casa”. “O que vemos são vereadores negociando através do Executivo suas cadeiras na Mesa Diretora, secretarias e acomodações de seus partidários políticos no governo, com o que não concordamos”, diz trecho do documento.

A saída do grupo da sala, após a distribuição do documento aos parlamentares, pegou de surpresa Pauléra e, principalmente, os vereadores novatos, que dispararam críticas ao movimento. “Me surpreendeu. Não deram chance de defesa para os novos vereadores”, afirmou Celso Peixão (PSB).

O presidente do Legislativo afirmou que já havia sido alertado por um dos “líderes moderado” do movimento que a reunião “seria uma palhaçada”. “Estou chocado”, disse o vereador Renato Pupo (PSD). Já Francisco Júnior (PTB) afirmou estar “inconformado” com a atitude do grupo.

O movimento #vergonhariopreto surgiu em agosto de 2011 após a Câmara apresentar o chamado pacotão dos horrores com a votação de projeto de lei impopulares, como o reajuste de salário dos vereadores e o aumento do número de cadeiras no Legislativo. Após as manifestações contra as propostas, um grupo de pessoas passou a acompanhar as sessões e as votações dos vereadores.

Entre as reivindicações entregues pelo grupo aos vereadores estão: a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de suposto esquema de corrupção na administração do prefeito Valdomiro Lopes (PSB) apresentadas pelo empresário Alcides Barbosa. Outro pedido é para manter os salários e o número de parlamentares do município, além do fim imediato das votações de projetos de lei em regime de urgência.

Pauléra anunciou ontem que não vai colocar mais projetos em urgência em votação. A não ser que vereadores consigam levar a proposta à votação após protocolar documento na diretoria legislativa com a assinatura de nove dos 17 vereadores. “Aí não posso fazer nada”, disse.

Neste momento não há possibilidade de estabelecer diálogo com essa casa - 

#vergonhariopreto

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